O caminho da inteligência emocional

Li-o de fio a pavio num abrir e fechar de olhos. Muitas vezes emocionei-me com os relatos de situações simplesmente fabulosas. Foi um encontro com o que acredito e agradeço haver professores que dão primazia ao ensino da empatia, do respeito, ao cuidado pelo próximo, e que ensinam mentes pequenas a olharem para dentro e trazer o seu melhor para fora. Ensinar a viver no mundo real sabendo desfrutar e apreciar tudo à sua volta, e não apenas focado nas avaliações, nos rótulos, na indiferença pelo o outro, nas aparências. Muito grata César Bona. Que haja a coragem de seguir o teu exemplo em muitas (todas) salas de aulas por este Portugal, por este mundo fora.

 

Anúncios

Incentivar a autonomia

 

imagem 4Hoje em dia, devido a tantas tarefas  e solicitações, livros e informação damos connosco a ‘apagar’ literalmente imensos fogos dentro e fora de casa, que nem damos conta quando as nossas crianças se habituaram a que façamos tudo por elas, até o tomar de uma simples decisão em alturas em que já estão capazes de fazer por si próprias, ou tarefas que podem muito bem executar mediante a idade e capacidade. E por vezes surge um momento crítico de exaustão fora e dentro de casa.

É importante incentivar a autonomia, estimular o pensamento crítico, e o desenvolvimento da opinião sobre determinados assuntos. Ajudar a criança a reflectir, agir e resolver, ajudá-la a encontrar soluções e formas de estar.

Neste rol de actividades em que nós, os adultos nos encontramos, nem nos apercebemos que fazemos as escolhas e as tarefas por eles, muitas das vezes achando que estamos a facilitar tempo, evitar conflitos, a ajudar, quando na verdade estamos a cimentar uma fraca autonomia e insegurança em si próprio.

Falo aqui muitas vezes sobre a importância do experimentar, errar, tentar e insistir, mas por vezes acontece que nós adultos não temos a paciência necessária para esperar: que ele faça a cama (mesmo que completamente desalinhada), coloque a mesa, arrume os brinquedos, vestir-se, se calce, e umas tantas outras tarefas em que alguns já podem participar, como levantar a mesa das refeições, colocar a loiça na máquina, levar o lixo lá fora, decidir o que vestir, ou defender um ponto de vista, sentimento, emoção.

Depois surgem as queixas numa fase em que se encontram mais crescidos, em que pouco ou nada fazem, não decidem nada, não reflectem…e por aí.

Aquilo que eu sugiro, mais uma vez, de acordo com a idade e ritmo de cada um, é perceberem em família que tarefas ele já pode fazer e delegá-las. Na hora de vestir, deixá-lo escolher e se ele perguntar qual deve levar, fazê-lo pensar sobre como se sente com ela, levando-o a perceber que a escolha será dele e seja qual for ficará feliz por ele. Pedir ajuda dele sobre assuntos do dia a dia em casa, alegando que estão em dúvida sobre A ou B, ajudando-o a opinar, defender o seu ponto de vista e justificar a sua opção.

No que concerne a horários, aí será diferente, deverão ser os pais a definir o horário de dormir, ver televisão, jogar, etc. Mais crescidos, podem acordar em família a hora do estudo, o tempo que devem despender ao mesmo, de forma a que eles sintam e aprendam a gerir o seu tempo e a responsabilizarem-se pela organização do espaço.

Podem por exemplo desenhar uma tabela de tarefas, quais os dias, e quem fica responsável por ela nesse dia, escolher um dia à escolha defini-lo como livre, e o que se lembrarem e melhor se adequar ao ritmo familiar.

É importante para eles que aos poucos vão percebendo o significado e importância de organização, responsabilidade, gestão de tempo e de tarefas em grupo, família de forma a estimular e incentivar a autonomia neles.

As notas escolares e as emoções

imagem 132

Acredito que seja frustrante para um pai que acompanha como pode o percurso escolar de um filho, e quando se depara com algum tipo de insucesso dele se questione onde erra, ou como o/a professor/a transmite saber. Acima de tudo o fundamental é perceber que o/a aluno/a está a fazer o seu próprio caminho e que ao errar é uma forma de aprender como melhorar, é uma oportunidade de reverter o que não conseguiu alcançar.

Estamos cada vez mais focados nas notas, nas avaliações, nas medições, quem entra e quem sai do quadro de excelência, a competição desenfreada, que penso estarmos a esquecer algo fundamental, a criatividade individual, a compreensão entre pares, a compaixão, a entre ajuda, a empatia, a escuta, e o reforço no acreditar em si próprio. E esquecemos de lhes ensinar precisamente isto, para um caminho de aprendizagem funcional.

Quanto maior a exigência do grau da nota a atingir mais receio surge entre eles, e o medo de falhar consome, cala, estrangula. Esquecemos de lhes ensinar a resistência à frustração porque também nós, adultos, nos esquecemos muitas vezes e abandonamo-nos ao desalento, permitimo-nos ficar a olhar para o lado,  a invejar o que o outro conseguiu, alcançou ou fez. Esquecemos de fomentar a resiliência desde de tenra idade, o pensamento positivo, mostrar formas de conseguir dar volta a uma questão, estimular o encontro de soluções face a um desafio. Mas optamos, mais pela pressão da sociedade, em exigir o mesmo que esta nos faz, ter notas mais altas, uma classificação top, porque como eles, também queremos nos sentir integrados. Mas devemos ter em conta que tal como nós um dia, eles também estão a trilhar o seu caminho, com os seus sucessos e insucessos e que a responsabilidade advém das experiências que vivenciam.

 

Sente-se com ele/a e pergunte o que o faz recear, e partir daí encontrem formas de ultrapassar, sempre incutindo o encontrar de soluções a partir dele/a.

Ajude-o/a a escrever as suas ideias, os seus objectivos e incentive-o a assumir o compromisso para consigo, desta forma ajuda-o/a a aprender a acreditar em si próprio/a, permitindo-lhe aprender com a própria experiência, seja o resultado bom ou mau.

Através de jogos, que podem ser desenvolvidos em família, sobre temas que estejam a aprender na escola ou que entendam ser pertinentes à formação deles como conduta, organização, ambiente, atitude cívica, etc., e que ao mesmo tempo seja uma forma de vos aproximar como família.

Aos poucos tentar criar uma rotina que envolva todos de forma lúdica e divertida, sem o peso das classificações. Aprende-mos melhor quando nos sentimos mais felizes e sem pressões.

 

 

Ser a aprender

imagem 15

#seraprender

Quando me questionei sobre que nome dar ao meu trabalho, o nome não surgiu logo no imediato. Escutei amigos, familiares e até mesmo estranhos. Li, pesquisei, inspirei-me. No entanto, as coisas não foram assim tão simples como achei que pudessem ser. Culpei a sociedade, a mentalidade das gentes, o tempo em que estive afastada, a idade, a falta de oportunidades, as portas fechadas, e caí na armadilha de ter pena de mim, afinal estava novamente a lutar pela paixão, achava eu. E pouco mais fiz do que fizera até àquele momento. Ancorada a uma série de crenças e/ou valores, receei que não fosse aceite, não fosse ao encontro do que é expectável, temi pelos anos em que me vi afastada do que me apaixonou outrora, dei voz aos medos interiores que escutei tantas e tantas vezes como por exemplo, o não valer a pena, o tempo que já lá ia, e deixei-me efectivamente ser engolida neste circo de feras a que denomino sociedade. Afastei-me do apoio, da ajuda ao próximo. Volvidos dois anos, vi-me novamente debaixo de uma nuvem cinzenta, e quis aproveitar esse momento menos simpático da minha vida para me observar de fora, entrar em mim e olhar realmente o que podia e posso fazer por mim, o que realmente me motivava. A oportunidade de criar esta página que aos poucos toma corpo e reflecte um pouco do que sou, do que acredito e do que quero fazer, surgiu num dia em que me cansei de dar voz aos outros, esperar pelo momento perfeito, e abracei uma máxima que durante muito tempo adiei.

‘Começa onde estás, usa o que tens e faz o que podes’

O Ser a Aprender, surgiu após reflexão sobre o que me motiva, o propósito que quero transmitir. Talvez porque levei anos a perceber que abraçamos crenças que nos chegam desde pequenos e nas quais acreditamos passando estas a serem a nossa verdade, a única que conhecemos, insistimos em vidas que nem sempre são leves, damos mais atenção à voz do outro do que à nossa própria voz, ninguém nos ensinou desde pequeninos a confiar na nossa intuição, ninguém nos ensinou que ter uma inteligência emocional era fundamental para exercer as tarefas a que nos predispomos ou que a nossa chefia nos incute, e quem diz chefia diz professores. Ninguém nos ensinou aquilo que hoje é uma verdade absoluta amanhã pode já não ser, e fomos vestindo frustração atrás de frustração, e subindo escadas e edifícios de saber rumo a uma perfeição que lá no fundo nem achávamos desejar assim tanto. e essas crenças acorrentam, e nem sempre conseguimos despi-las para acarinhar outras e fazer um caminho mais simples.

Nalguns sítios por onde passei, fosse a exercer como técnica na área de formação ou noutro trabalho, sempre me fez confusão a falta de liberdade na criatividade pessoal como contributo ao grupo. A individualidade, a exigência da perfeição, a ofensa alheia, os exemplos que nós adultos transmitimos principalmente na linguagem gestual e comportamental, e inevitavelmente o desgaste, a frustração, o rancor, o medo, principalmente o medo que temos e sentimos de falar, de sermos nós próprios, de sermos diferentes do comum dos mortais. Tudo isto fez-me perceber que a minha maior motivação é simplificar o caminho da aprendizagem de quem começa a aprender desde que nasce. Simplificar o que aprende, onde aprende e onde aplica. Aprender a ser em vez de ter.

“Não há alunos burros!” Eduardo Sá

Ter uma negativa, errar ou não ser capaz de vez em quando é ganhar uma oportunidade para aprender”, defende Eduardo Sá. E diz mais: “não há alunos burros” e se há crianças que não são melhores alunos “não é porque não aprendam, mas porque “os bons exemplos que lhes chegam dos pais e de alguns professores.

Ao ver este vídeo do psicólogo Eduardo Sá não pude deixar de o partilhar. O quanto é importante falhar, cometer erros, enganos, e mesmo que custe, sofrer negativas, porque se sente um sabor acre na boca, um estômago amassado e principalmente a pausa necessária para reflectir nos passos tomados, e o necessário para fazer diferente, melhor. Concordo em pleno com ele.

Se há expressão que deteste é sem dúvida ‘és um burro/a…não percebeste nada’. Mas afinal de onde veio, quando começou esta expressão que dizimou a auto estima de tanta gente que passa e transmite de geração em geração, não obtendo proveito algum sem ser um murro no estômago da estima de quem se esforça diariamente por aprender e viver, por ser a aprender.

É necessário sem dúvida, ser um exemplo do que pretendemos no outro, a começar pelos mais pequenos.

É certo que vivemos numa sociedade cada vez mais exigente, crítica e cheia de tarefas e solicitações, mas nunca é tarde para se começar aos poucos a diminuir o que nos retira a atenção do principal e nos focarmos no essencial, no que pretendemos melhorar, a começar por ajudar quem precisa de melhorar. Para tal, começar também em nós, adultos, observarmos os nossos padrões, onde nos distraímos e com o quê, reduzir a lista de tarefas para que possamos nos sentir mais organizados e focados e acima de tudo sentirmo-nos disponíveis para ajudar os mais novos (de casa) a ultrapassar dificuldades, dúvidas, e satisfazer curiosidades ou  melhor, fomentá-las, e sendo assim um exemplo também…tudo isto num processo calmo e tranquilo, num passo a passo, em família.

 

 

O Medo veio visitar-nos…

imagem 120

‘Por vezes quando se começa, recomeça-se muitas vezes, tantas vezes. O processo faz-se caminhando, desenhando, reajustando, e muitas vezes leva-nos a outros caminhos que por sua vez preenchem e nos mostram outro prisma. Se não começarmos por algum lado, nunca saberemos onde nos pode levar, transformar, ver, sentir, aprender, transmitir, crescer, evoluir, ser, estar…’  Sandra Simões

Haverá sempre o medo, o medo de começar, de falhar, de perder, de tentar, de agir…e não se cumprir o que se deseja, ou realizar o que se perspectivou. Quando se começa a andar, a criança passa por tantas tentativas até aquele momento em que se ergue e se equilibra sozinha, dá um passo a medo à frente de outro e do nada verifica que está a andar sozinha, sem apoios, confiante, mas sem pensar bem no que está a fazer. À medida que vai crescendo toma maior consciência de si própria, do que sente, do que a rodeia, do que lhe causa sensações e emoções, do que lhe permite atenção ou não. É na fase da tomada de consciência de si próprio que nós enquanto adultos, temos o dever de orientar e apontar direcções, e de estimular  autonomia na criança, conversando, explicando, desmistificando os medos, os fantasmas, os receios em avançar. Queremos muitas vezes que a criança comece a ser mais autónoma, no entanto somos nós ao mesmo tempo que refreamos essa mesma autonomia. Há que estar atento e em cada oportunidade, promover essa possibilidade, transformando inicialmente num jogo, num desafio e mais tarde, já na adolescência nas suas tarefas diárias. O mesmo acontece para o pensamento, para o discurso interno, para aquela conversa que temos connosco e nem nos apercebemos do que nos vamos dizendo. Aprender a ter uma linguagem positiva sobre nós e poder partilhar com as nossas crianças, sendo o exemplo daquilo que desejamos para elas. Sem esquecer que muitas vezes, quando se começa, recomeça-se muitas vezes, tantas as necessárias…até conseguirmos perceber que os medos foram ultrapassados, que demos lugar a outros para mais tarde colmatar, transformando em conquistas diárias, desenhando um trajecto que nos levará ao melhor em cada um de nós e a nos conhecermos melhor…a começar desde pequenino.

 

 

E quando o medo espreita

imagem 23

Nem todos têm de sentir exactamente nesta faixa etária, uns sim, outros mais tarde ou até mesmo mais cedo, no entanto fica aqui um pequeno resumo para que possamos perceber que faz parte e que com colo e paciência, o reforço da segurança é imprescindível para o bom desenvolvimento da criança enquanto indivíduo.

à medida que vão crescendo conversem em família, expliquem-lhe de acordo com o seu grau de desenvolvimento o que significa cada sensação e emoção e que acima de tudo podem contar convosco. Nenhum medo é disparatado ou ridículo. Recordem enquanto pais, adultos, dos vossos medos e receios e o que necessitam para se sentirem seguros, o que fazem para ultrapassarem os vossos fantasmas, ajudem nesse caminho…de mãos dadas.

Imagem| Maternidade Simples

Mindfulness ajuda?

imagem 87 mindfullness

 

Temos vindo a escutar cada vez mais os benefícios do mindfulness. Uns mais cépticos do que outros, mas todos falam e escutam.
E se esta (nova) forma de meditar, esta nova forma de estar no momento presente, de prestar atenção a um objecto ou pensamento no momento presente sem avaliação do mesmo, viesse trazer um benefício a crianças que sofrem de distúrbios de atenção. E se podermos aproveitar e ensiná-la em salas de aula, em casa, em comunidade para que aprendam a aquietar a mente, o corpo e desse modo ganhar espaço para uma aprendizagem mais livre e segura, devolvendo  ao aluno a confiança em aprender e até mesmo à sociedade onde se insere. Claro que para crianças hiperativas ou com défice de atenção os exercícios têm de ser ajustados e mais curtos, mas com o intuito de progressivamente irem aumentando o seu intento. Mas, porque não começar a incorporar em sala de aula, em consulta, em casa, em actividades simples os exercícios de mindfulnessadaptados para crianças com dificuldades na aprendizagem cuja maior perturbação incide no défice de atenção e foco.

Este artigo fala um pouco sobre como pode ser benéfico. Atenção, que não pretende substituir estratégias ou técnicas desenvolvidas para a melhoria do estado da criança, mas pode ser mais uma grande ajuda nesse caminho.

Imagem |kidsactivities

Ser vs Ter

imagem 45

Ter boas notas. Ter sucesso. Ter uma profissão com futuro. Ter um futuro. Tudo isto faz parte das crenças que nos passaram na infância e ao longo do nosso crescimento. É normal que estejamos também hoje, a passar aos nossos filhos estas mesmas crenças. Principalmente em tempos mais difíceis com os que temos vindo a viver. Antes de aplaudirmos o Ter, sejamos apenas, num simples Ser. Quanto mais cedo nos forcarmos num ser, perceberemos que ter não é o mais importante. Claro que devemos transmitir aos nossos filhos e educandos que sem sonhos, objectivos e método manter-nos-emos como na casa de partida de um jogo de tabuleiro, sem movimento algum. Mas antes de ter, sejamos. A vida frenética que andamos a levar está a distanciar-nos de nós, da nossa família, do nosso círculo de amigos. Andamos a perder identidade abraçando as crenças que nos convenceram sobre felicidade. Aquilo que proponho nos próximos tempos, nuns breves instantes em família no final do dia, ao jantar, ou depois do banho, ou mesmo antes de os miúdos se irem deitar, é que encontrem formas de jogar e brincar, darem espaço ao lazer. Encontrar um jogo que funcione convosco, com a vossa família, com o qual se identifiquem e permita o vosso foco total, a vossa entrega uns aos outros. Brincar com palavras. Com números. Com charadas. Criar memórias e senti-las, sem se aperceberem tanto assim que estão novamente a desenvolver o vosso Ser.

Como motivar para estudar?

imagem 95

Já por diversas vezes abordei este tema, sobre como organizar um plano de estudo, no facebook, no entanto, penso que nunca é demais, principalmente quando os resultados dos primeiros testes chegam e podem originar alguma frustração face a expectativas (dos pais, educadores, professores e até mesmo do próprio aluno). E não é nada disso que se pretende.

O aluno, deve ter o seu próprio cronograma de estudo (se puder ajudá-lo a criar um, melhor ainda), face ao seu horário, disciplinas e tempos livres. Aprender a gerir tempo para estudar nem sempre é fácil, principalmente para os alunos a partir do 5º ano que estão pela primeira vez a lidar com muitas disciplinas ao mesmo tempo (contudo, assim que entram para o 1º ciclo do ensino básico, devemos estimular esta organização). No cronograma, o aluno deve estipular o horário específico para estudar cada disciplina e os seus conteúdos programando assim o tempo a que se vai dedicar. Sugiro 20 a 30 minutos para cada disciplina com um intervalo entre elas de 15 minutos para descansar, esticar as pernas, beber água. Nada de estímulos visuais por perto, tais como o telemóvel, o computador ou tabblet ligados, o ideal é ter todos os equipamentos longe de alcance, enquanto se dedica ao foco do que aprendeu no dia. Isto é o pretendido, ir estudando diariamente sobre a matéria que está a ser transmitida em sala de aula. Sublinhar a matéria relevante e ir passando para um caderno de estudo (diário de casa), colocando a informação mais importante, a que se destaca, separando o essencial do acessório. Usar apenas uma cor no marcador para não apelar à dispersão. Aconselho alternar entre uma matéria teórica e outra mais prática como é o caso da matemática, de forma a que o cérebro se adapte face à matéria estudada da disciplina anterior. Não exceder esses 30 minutos, pois mais tempo corre-se o risco da atenção dispersar, e não é o pretendido.

Como ajudar?

Podem ajudar em casa a desenhar um cronograma, e afixar na parede ou num quadro de informações. Aqui o que é pretendido é desenvolver o compromisso de trabalho. Não somente correr atrás de resultados ou quadros de honra, ir percebendo o que está a aprender, apontar dúvidas no caderno e colocar ao professor (também é uma forma de manter o professor motivado em dar aulas, preparar a matéria de forma mais cativante à medida que vai conhecendo a dinâmica da turma). E não fazer o trabalho pela criança, pois o pretendido é que esta se torne cada vez mais autónoma, confiante de si, em como é capaz de se ir organizando e apreendendo a matéria.
Quanto maior for a organização e o empenho em seguir o horário estipulado para o estudo, mais natural será, mesmo ao mais relutantes na hora de se sentarem a ler.
Nos momentos em família tentem criar pontes entre a matéria dada e a realidade, no passeio, numa visita a um museu, num supermercado. Quanto mais real e concreto no dia a dia se tornar, mais estimulante se torna, e o aluno vai promovendo também assim a auto-estima necessária para se entregar a esta tarefa.

Quando for tempo de descansar ou dedicarem-se ao lazer, que seja com o mesmo foco, ou seja, a sensação de dever cumprido permite uma maior entrega também à descontracção, e aos poucos a rotina entra facilmente na vida do estudante.