apoiar nas dificuldades (que surgem)

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Por vezes, o apoio surge de forma indirecta, junto de pais e formadores. Facilitar a interacção de quem lida com a desafiante tarefa de educar. Perceber a fase, o estágio e ter em mente que serve (apenas) como apoio para nos guiar, uma orientação sobre o mundo do mais novo. Ter em mente que aquilo que o outra já atingiu e até se encontra com a mesma idade daquele que vive lá em casa, e ainda não atingiu não significa que tem problemas. Respeitar o ritmo e cima de tudo a sua singularidade, perceber interesses, e as suas capacidades, escutar e guiar, pode ser o caminho para o desabrochar e permitir(se) lá chegar. Sem comparações ou julgamentos. Sentes que precisas de apoio para poder (continuar) a ajudar?

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educar para competir ou potenciar?…

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Quando dizemos às nossas crianças que têm de estudar e serem melhores alunos, porque senão outros colegas tirarão melhores resultados, com a melhor das intenções claro, achamos que estamos a potenciar o seu talento, mas estamos apenas a motivar e acutilar o lado competitivo, ou seja a motivação deles passa a vir de fora e não de dentro.

Contudo, acredito que possamos antes fazer algumas mudanças, pequenos passos e alterar esta linha de pensamento e acção. Ir ao encontro de uma educação que valorize os talentos e as habilidades individuais. Tem de haver lugar para isso, certo pai, educadores, formadores?, cujo foco está na criança, no seu auto conhecimento e não o outro. Um apoio à criança na descoberta do que ela mais gosta e das suas habilidades, focando-se naquilo em que a criança já é realmente boa e suas afinidades, ou seja, focar no que é boa e não no que não é. Valorizemos mais a singularidade.

Como todos nós, as crianças e jovens só se conectarão de verdade quando aquilo que escutam se ligar à sua essência.

‘quando as pessoas não se dedicam ao que amam, fazem muito esforço para oferecerem um resultado que seja satisfatório. Nunca o será. Será sempre mediano…’ Tatiane Castro

Se verificarmos, esta tem sido a forma como somos educados, sentimos um tremendo dissabor, angustiados e frustrados até permitirmos que se cole a nós, passando a fazer o mesmo com as nossas crianças, aceitando como válido, o que não se coaduna com a nossa essência. Focamos a atenção nas inabilidades em detrimento das habilidades, as quais acabam por atrofiar, devido ao pouco tempo de trabalho dedicado a elas. A pessoa será média em tudo e extraordinária em coisa alguma.

Não vejo a necessidade do competir desenfreado, do querer e ter de ser melhor do que o outro. Todas as pessoas (que começam em crianças) têm os seus talentos e são únicos. Porque não dar maior atenção a eles, olhar para a beleza única de cada um. Incentivar o comportamento competitivo pode condenar à mediocridade e o definhar de potencialidades por desenvolver.

Quanto mais energia for aplicada no auto conhecimento, ensinar as crianças a descobrirem os seus talentos e habilidades mais perto poderão ficar do caminho para uma vida plena e feliz, podendo brilhar onde quiserem.

ser a aprender

ser a aprender

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Orientar com o coração. Ser a aprender todos os dias. Aceitar os dias que correm menos bem como uma oportunidade de refazer, realinhar, questionar, e dar atenção ao que é sentido como desafio. O exemplo surge muito antes do que se pretende nesta viagem de educar alguém. O exemplo começa em ti (pai|mãe), quando cuidas de ti, das tuas emoções, e das intenções que te movem a construir o caminho do afecto. Sem julgamento, sem crítica, sem expectativa, apenas o caminho a ser vivido em família, abraçando sorrisos, lágrimas, abraços, beijos, palavras, histórias, silêncios, colo, tempo. Tudo isto requer doses de compaixão, resiliência, e muito amor. Por ti, e por quem educas.
Se quiseres saber mais, podes falar comigo, terei imenso gosto de (tentar) ajudar

o papel das emoções

As emoções desempenham um papel regulador face aos estímulos externos e mesmo internos. Gostarias de aprender a identificar melhor as tuas emoções e a geri-las em teu benefício, seja nas tuas relações pessoais, com os mais novos (em casa ou na escola) e mais velhos, ou no trabalho? Em breve irei partilhar mais informação sobre este tema tão importante no nosso dia a dia, e até mesmo entre os mais novos considerando urgente haver maior estímulo e incentivo a saber lidar e gerir emoções, suas e do outro. Novidades em breve.

No entanto podes entrar em contacto comigo sandraissimoes@gmail.com
Espero poder ajudar-te.

#seraprender

crianças fortes [adultos inquebráveis]

Nem sempre é fácil praticar o não julgamento, diria uma luta hercúlea, mas possível. Muitas vezes quando escuto os mais novos sobre observações depreciativas de forma gratuita feitas por adultos, vejo que é o adulto quem mais precisa de apoio ou orientação. Levar um mundo cinzento ao mundo que se encontra a florescer é limitar a criatividade sobre as variadas possibilidades. A ameaça, os disparates que adultos proferem de uma forma irracional, faz perceber que a nossa sociedade precisa de muito amor e os pensos rápidos não funcionam. São momentos de oportunidade em que podemos escolher inspirar e acrescentar, em vez disso escolhemos diminuir, apontar o dedo, julgar, comparar, ridicularizar e mais uma série de verbos menos simpáticos. Seja em casa ou sala de aula, tentem fazer o exercício da comunicação positiva, e perceber o mundo do mais novo, interessem-se verdadeiramente, questionem e acutilem a curiosidade, e tragam amor nesse peito. Crescer não tem de ser tão doloroso.

brincar é coisa séria…

Aos poucos começamos a perceber que apressar aprendizagens, desrespeitar ritmos, comparar desempenhos e afins está a levar-nos ao caminho incerto, frenético e doente. Que consigamos reverter tudo isto, aliando a aprendizagem do que sabemos, usando os aspectos positivos mas cientes de que precisamos desacelerar por completo. Aceitando que cada um é diferente, tem o seu ritmo e que aprende experimentando, descobrindo o mundo por si, com o seu potencial único, saboreando a sua companhia em descoberta e curiosidade. Pais por favor, confiem mais em vocês dando espaço grande às brincadeiras, e nem precisam de ser elaboradas, basta deixar brincar, explorar, conhecer.

ser a aprender.