As notas escolares e as emoções

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Acredito que seja frustrante para um pai que acompanha como pode o percurso escolar de um filho, e quando se depara com algum tipo de insucesso dele se questione onde erra, ou como o/a professor/a transmite saber. Acima de tudo o fundamental é perceber que o/a aluno/a está a fazer o seu próprio caminho e que ao errar é uma forma de aprender como melhorar, é uma oportunidade de reverter o que não conseguiu alcançar.

Estamos cada vez mais focados nas notas, nas avaliações, nas medições, quem entra e quem sai do quadro de excelência, a competição desenfreada, que penso estarmos a esquecer algo fundamental, a criatividade individual, a compreensão entre pares, a compaixão, a entre ajuda, a empatia, a escuta, e o reforço no acreditar em si próprio. E esquecemos de lhes ensinar precisamente isto, para um caminho de aprendizagem funcional.

Quanto maior a exigência do grau da nota a atingir mais receio surge entre eles, e o medo de falhar consome, cala, estrangula. Esquecemos de lhes ensinar a resistência à frustração porque também nós, adultos, nos esquecemos muitas vezes e abandonamo-nos ao desalento, permitimo-nos ficar a olhar para o lado,  a invejar o que o outro conseguiu, alcançou ou fez. Esquecemos de fomentar a resiliência desde de tenra idade, o pensamento positivo, mostrar formas de conseguir dar volta a uma questão, estimular o encontro de soluções face a um desafio. Mas optamos, mais pela pressão da sociedade, em exigir o mesmo que esta nos faz, ter notas mais altas, uma classificação top, porque como eles, também queremos nos sentir integrados. Mas devemos ter em conta que tal como nós um dia, eles também estão a trilhar o seu caminho, com os seus sucessos e insucessos e que a responsabilidade advém das experiências que vivenciam.

 

Sente-se com ele/a e pergunte o que o faz recear, e partir daí encontrem formas de ultrapassar, sempre incutindo o encontrar de soluções a partir dele/a.

Ajude-o/a a escrever as suas ideias, os seus objectivos e incentive-o a assumir o compromisso para consigo, desta forma ajuda-o/a a aprender a acreditar em si próprio/a, permitindo-lhe aprender com a própria experiência, seja o resultado bom ou mau.

Através de jogos, que podem ser desenvolvidos em família, sobre temas que estejam a aprender na escola ou que entendam ser pertinentes à formação deles como conduta, organização, ambiente, atitude cívica, etc., e que ao mesmo tempo seja uma forma de vos aproximar como família.

Aos poucos tentar criar uma rotina que envolva todos de forma lúdica e divertida, sem o peso das classificações. Aprende-mos melhor quando nos sentimos mais felizes e sem pressões.

 

 

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