O que realmente conta…na vida de todos nós

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Corremos a todo o momento. Ajeitamos o dia mediante a nossa lista de afazeres. Damos o nosso melhor nos empregos (que nem sempre nos valoriza). Voamos para casa para tratar das tarefas de casa, tudo para que a vida faça algum sentido. Depois olhamos de verdade para o essencial e percebemos que o mais importante muitas das vezes é protelado pelas tais listas prioritárias, o tempo de os escutar fica para depois, o tempo para brincar fica para depois, o tempo de os orientar fica para depois…e depois eles crescem a absorver o exemplo que damos e a acreditar que a vida tem mesmo de ser assim, a correr e a deixar o colo, o beijo, a escuta, a conversa, a brincadeira para mais tarde, para um dia em que deixa de fazer sentido, pelo menos como achamos que um dia fará. Não guardes o teu beijo somente quando estão sossegados a dormir. Não os escutes apenas quando fazem traquinices ou disparates. Não deixes para depois das tuas tarefas em casa o sentar no chão e brincar, jogar, falar. Depois dessa fase entra outra em que já se habituaram a não serem escutados, a não quererem o colo nem os beijos ou abraços. Dá mais de ti, mesmo quando te sentires exausto ou a enlouquecer. O mais importante vive contigo todos os dias, na tua casa, na família que construíste. Dá-lhe o teu melhor exemplo. Porque num abrir e fechar de olhos, serão eles o exemplo na vida de outro alguém.

O afecto e a atenção, são os presentes mais importantes na formação de um indivíduo. Fazem milagres.

Timidez

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A timidez numa criança é uma característica da sua personalidade, como tantas outras que possui. A criança fica mais isolada, mesmo na hora do recreio, calada, sossegada, pouco participativa, e quando se sente exposta, pode suar, gaguejar, ter um batimento cardíaco mais acelerado, no entanto isso não significa que ela tem um problema, é apenas tímida. Contudo, quando esta característica é frequente e exagerada pode atrapalhar a sua forma de aprender e se dar no seu círculo com os seus pares e familiares. É importante o papel do professor que lida diariamente com a criança e a ajude a ultrapassar situações em que a timidez a prejudica no seu acto de aprender. O seu papel é de orientador, tal como uma estrada que apresenta sinaléticas e nos vai informando o caminho, o professor deve ir orientando o aluno com as suas estratégias, a sua sinalética de forma a que o aluno encontre o melhor caminho.

Por norma, a criança tímida é insegura, tem uma baixa autoestima, participa pouco nas actividades, tem poucos amigos, isola-se em grande parte, observa mais do que fala, não gosta de se expor.

Uma criança tímida pode ser facilmente esquecida pelo professor e pela turma, pois ela não atrapalha.

É importante em sala de aula o professor criar um vínculo com o aluno, observar o seu comportamento para perceber melhor, convidá-lo a participar nas actividades que propõe, elevar a sua autoestima elogiando o que faz com frases de incentivo, propor actividades em grupo sendo que escolhe ele os pares de forma a que ninguém fique excluído conduzir a aula de forma a que a turma tenha oportunidade de participar e se conhecer melhor, conversar coma turma sobre as diferenças de cada um, promover actividades extra curriculares. No entanto não deve forçar a criança a falar ou participar, dando-lhe espaço e tempo para que perceba que faz parte de um grupo e que ganha bastante em se envolver com todos. Nem expor o aluno através dos seus textos ou desenhos caso ele não pretenda vê-los expostos.

Conforme a idade e o grupo, pense em actividades que possam ser trabalhadas por todos, actividades que lhes permita conhecerem-se e abertura para falarem de si, dos seus gostos, dos seus receios, das suas vontades. Incentive, estimule e use frases positivas e inspiradoras.

E os pais em casa, também podem pensar em estimular a criança com algumas actividades em família, um jogo como por exemplo, ‘como me sinto hoje’, dando a oportunidade de cada um dos elementos da família falarem de como se sentem e encontrar forma de melhorar essa sensação. Dando o exemplo à criança em como temos forma de encontrar formas diferentes de encarar uma situação mais angustiante.

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Problemas de aprendizagem e autoestima

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Sabe-se que a aprendizagem e a auto-estima andam de mãos dadas para uma boa performance. Resgatar a autoestima e auto confiança é também salvaguardar a capacidade de aprender. A criança com fraca auto estima leva a mesma a não conseguir ter uma visão sobre si mesma de forma positiva, não observar em si os seus pontos fortes, as suas habilidades, o seu comportamento com os seus pares e no seio familiar, levando ao empobrecimento da sua relação com o conhecimento, com as pessoas e consigo mesma. Uma vez que se encontra num processo de maturação do seu sistema nervoso e emocional, a criança tem dificuldade em verbalizar o que sente, manifestando tristeza, medo, ansiedade, inveja, entre outros de forma comportamental, podendo tornar-se agressiva ou retraída, assim como apresentar um baixo rendimento escolar.

Uma criança com problemas de aprendizagem pode ter um nível dito normal de inteligência e não apresentar nenhum problema físico, no entanto pode apresentar um desequilíbrio emocional que a impede de captar informação, processar e dominar tarefas e informações. Cabe a quem lida com a criança diariamente ajudá-la a olhar para si mesma e identificar os seus potenciais. Todos nós somos diferentes, temos a nossa herança genética herdada pelos pais e um perfil específico com os nossos pontos fortes e fracos, uns têm maior facilidade no raciocínio abstratcto verbal, ou no raciocínio lógico, daí terem mais facilidade a ciências ou em línguas estrangeiras ou a artes. No entanto um grande peso em desenvolver esse potencial inato é o estimular do mesmo afectuosamente através do círculo onde está inserida (familiar, escolar, social, cultural). Romper com a imagem negativa que tem de si, a insegurança em não conseguir reforçando a emoção negativa, a fraca resiliência aquando os resultados não vão ao encontro do que lhe é exigido, levando-a a desistir e a reforçar a ideia do quando não consegue aprender. Criando aqui um ciclo vicioso.

Como ajudar?

Ajude-o a olhar para os seus pontos fortes. Durante  a semana leve-o a colocar em prática uma ou duas dessas características ‘encontradas’e a melhorar algum aspecto da sua vida ou ajudar alguém (ajude-o a elaborar essa lista de características. No inicio não é fácil, mas aos poucos e com a ajuda dos pais e eduadores, verão que conseguem encontrar vários).

Alguns exemplos (para ajudar): Honesto, Corajoso, Aventureiro, Amigo, Compreensivo, etc…

Converse com ele, mostre-se aberto a escutá-lo de verdade sem minimizar o que está a sentir no momento, apoiando-o e orientando-o a descobrir a melhor forma de ultrapassar o que o angustia, deixando-o ser ele a encontrar a solução.

Elogie com afecto e de forma sincera. Não guarde os elogios para quando fala dele a alguém, mostre-lhe que conhece os seus melhores feitos, os seus gestos em determinada situação e que o admira.

Reserve um dia por semana para fazerem algo juntos, nem que seja ficar a ver um filme que lhe agrada, ou um passeio à beira mar ou no parque da cidade, uma refeição feita a 4 mãos.

É muito importante sentirem-se seguros emocionalmente e amados, mais ainda, compreendidos.

Percebendo a desmotivação face a um fracasso.

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Nada é mais desmotivante do que receber um resultado que não era o expectável. Imaginem como uma criança e/adolescente se sente quando recebe uma avaliação sobre os conteúdos trabalhados anteriormente e esta não está de acordo com o que esperava, pior, com o que a família e/ou professor esperava. Sente-se perdida, desmotivada, carrega dentro de si uma sensação de fracasso, acima de tudo pode pensar que não é suficiente para aqueles que a acompanham. Nesta fase em que ela mais precisa de incentivo, devemos perceber como ela se sente, o que sentiu quando estava a ser avaliada, onde se sentiu perdida/o, sem foco, o que aconteceu no caminho de preparação. Fazê-la pensar um pouco sobre os passos que tem vindo a dar, o que acha ser necessário modificar, melhorar (responsabilizá-la e estimulando à autonomia), e acima de tudo, transmitir-lhe que a/o apoiamos. Julgar, criticar, ameaçar, não leva a muito longe. O castigo serve apenas para temer o outro) e não estabelece qualquer conexão consigo próprio. É necessário o indivíduo aprender a responsabilizar-se sobre o que necessita fazer em diante. Estabelecer uma meta (melhorar notas) e desenhar os objectivos para a atingir. Escrevê-los e colocá-los num lugar visível, para quando se dedicar ao estudo os visualizar e sentir uma maior inspiração. É importante que se acredite nela/e, e fundamental que ela/e acredite em si mesmo, no seu potencial. Pode ser um processo lento, mas que vale a pena.
Converse com ele/a, ajude/a a perceber os passos, as rotinas, ajude-o/a a colocar-se em perspectiva sem o/a julgar e compreender como pode ser o autor principal do seu desempenho.

Em breve partilharei algumas estratégias que permitem treinar a resistência à frustração e compromisso. Da mesma forma que necessitamos de nos identificar com algo que nos dê alento em seguir em diante, o aluno/a também sente essa necessidade, e na maior parte das vezes não o percebe, perdendo o contacto com a realidade no processo de aprendizagem. Tem de lhe fazer sentido, e é isso que precisamos de lhes passar, sem a imposição de resultados a atingir de acordo com o que a sociedade estabelece e se espera. Ele tem de sentir que ele mesmo o quer, e consegue.

Imagem |Retirada da internet

Hiperactividade

Boy with Paper Airplane in Classroom with Classmates

Boy with Paper Airplane in Classroom with Classmates — Image by © Adriane Moll/zefa/Corbis

Como identificamos crianças hiperativas?

Uma vez que as crianças hiperativas constituem  um grupo muito amplo, diversificado e heterogéneo no que concerne a condutas manifestadas, os ambientes em que estas surgem e a causas que parecem justificar o aparecimento da conduta, é importante definir um critério ou critérios que possam enquadrar e diferenciar de outras crianças que possuam outro tipo de problemas.

Podemos dizer que o diagnóstico da hiperatividade fundamenta-se nos seguintes aspectos:

. Conjunto de sintomas básicos: falta de atenção, inquietude e mobilidade excessiva.

. A estimativa de gravidade dos problemas, tomando como referência a idade e o nível intelectual da criança.

. Avaliação do carácter permanente ou situacional das alterações.

.Observação directa dos sintomas.

. ausência de psicose e distúrbio afectivo.

. Início precoce e persistência dos sintomas.


A hiperatividade pode ser notada em várias fases do desenvolvimento da criança, seja quando ainda é bebé, ande no pré-escolar, escolar ou adolescência. No entanto, o mais comum e mais fácil de diagnosticar é no período pré-escolar, visto que nesta fase a criança mostra mais a sua inquietude em relação a tarefas que lhe foram propostas.

As várias fases no desenvolvimento de uma criança hiperativa.

O que vemos no comportamento hiperativo do bebé?

No bebé podemos verificar algumas características, tais como: 

– muito chorão e sem causa aparente

– inquieto

– apresenta dificuldade para conciliar o sono

– período de sono curto

– voracidade a mamar

– cólicas abdominais frequentes e exageradas

– persistente desconforto e insatisfação 

As manifestações anteriormente indicadas podem desaparecer após alguns meses, mas podem persistir sem interrupção até a idade pré-escolar ou mesmo além deste período. Deverá ser acompanhado por um pediatra de forma a verificar a evolução e também apoio aos pais que lidam com ele.

Consideramos que estamos perante uma criança hiperativa no pré-escolar quando a criança se mostra:

– inquieta

– impaciente

– tem um espírito destrutivo

– fala muito e rápido

– tem baixa tolerância à frustração

– não tem noção de perigo

– não se fixa muito num só brinquedo

– distrai-se com muita facilidade


NA escola, e dado que é nesta fase em que a criança nos chama mais a atenção para a hiperatividade, podemos ver sintomas como:

– ao brincar, não se conseguem fixar durante algum tempo numa determinada atividade

– mudam rapidamente de uma atividade para outra, acabando por se desinteressar com muita facilidade

– trocam de brinquedo frequentemente por não se satisfazerem por muito tempo com o mesmo

– têm um espírito destrutivo com objetos e brinquedos

– não conseguem ficar sentados à mesa durante a refeição

– vêem televisão por tempo limitado, e mesmo assim inquietos

– falam muito e mudam de assunto rapidamente sem concluírem o pensamento anterior

– têm dificuldade em acatar ordens


Num adolescente hiperativo podemos verificar alguns sintomas como:

– impaciência

– inquietude

– falta de adaptação social

– falta de energia para executar tarefas

– baixa auto-estima negativa


Como técnica psicopedagógica podemos utilizar o brincar e o jogo de forma a auxiliar na atenção, memória, foco e concentração da criança/adolescente/aluno com hiperatividade e com défice de atenção.


Através do jogo o indivíduo pode lidar consigo,reconhecer-se e aprender a concentrar-se mediante a tarefa que acaba por ser lúdica. Alguns dos jogos abaixo descritos permitem uma ajuda para outro tipo de tarefas solicitadas em casa ou na escola.

Puzzles

É um tipo de jogo/brinquedo que desafia o pensar, a inteligência. Estimula a concentração, memória e raciocínio.

Jogos de memória

O jogo de memória estimula o pensamento, a memorização, a identificação de figuras, o conceito do igual e do diferente, permitindo também a concentração no decorrer do jogo. Neste processo exercita-se  pensamento e a inteligência. 

Brinquedos e Livros

Os brinquedos que prendem a atenção e ajudam na coordenação motora ajudam na memória e hiperatividade.Os jogos de consola devem ter um tempo limite de utilização.

Nos caso dos livros e de forma a incentivar a leitura, deve-se escolher livros com letras grandes (no caso dos mais novos), frases curtas, com muitas figuras, de histórias curtas mas interessantes.


Jogos de Tabuleiro e cartas

Deverá ser levado em consideração o nível cognitivo da criança e a sua necessidade. São bons auxílios no raciocínio lógico de dedutivo, na atenção, concentração, memória, comunicação, leitura e compreensão,e interacção com o grupo. 

O que se pretende

Pretendem-se realizar um trabalho sólido, consciente e determinado, transversal em todas as áreas e a cada público alvo. Com uma excelente relação Qualidade/Preço face à nossa concorrência.

Apoiar crianças, adolescentes e também idosos.  Aqueles com quem se relacionam, como p.ex, pais, educadores, professores entre outros. Apoiar entidades que denotam uma maior fragilidade neste processo, no qual se vêem com uma fraca resposta.

No Ser a Aprender, desenvolve-se técnicas específicas diferenciadoras e simplificadas para a evolução dos resultados. Estimulação cognitiva das áreas que se impõem como obstáculos à aprendizagem. Recuperação de competências base pouco adquiridas em anos lectivos anteriores. Reforço nos afectos e auto-estima/ auto-conhecimento. Organização de Workshops que abordam  algumas das dificuldades de aprendizagem específicas.

Valores

Os nossos valores são Aprender é Crescer. Aprender é Ser. Prevenir problemáticas e reforço de uma boa aprendizagem, colmatando as dificuldades sentidas no processo de aquisição de conhecimentos, de forma harmoniosa, criativa, segura e eficiente.

Memo

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Este jogo (feito à mão) tem como objectivo trabalhar o foco, a concentração e a memória. Excelente actividade para crianças e adolescentes com hiperactividade, bem como para o idoso permitindo-lhe estimular a memória.

Pode ser uma actividade passível de ser realizada em família, que permite ao mesmo tempo um ambiente lúdico e descontraído, fomentando a aprendizagem e a concentração futura.